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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Vingança de Martin 7/9 - Capítulo VI

Capítulo VI - Tempo Presente

Fazia mais de um ano que eu participava de ações pela causa quando Martin veio falar comigo sobre uma missão que faríamos juntos. Eu o via tão pouco, ele quase sempre em ações fora da cidade, que não o deixei falar enquanto ele não me levou para um quarto e fizemos amor. Nossos corpos saciados, ele me contou quem iríamos matar.

O senador Adam. O nome me soava tão familiar, mas eu não conseguia identificar onde poderia ter ouvido, até que ele me revelou quem era. O assassino, o homem que massacrou a aldeia em que nasci. Naquela noite mesmo partimos para a missão, tudo estava planejado e preparado há semanas, pelo que Martin me contou, mas ele queria que eu participasse.

Estranhamente, enquanto olhava o homem agonizar, não havia uma sensação de felicidade me possuindo. Pelo contrário. Enquanto Martin falava com o senador, ajoelhado a seu lado, eu ficava mais e mais angustiada olhando-o lutar para tentar respirar.

- Martin, por que ele não para de olhar para mim?

- Ele está tentando imaginar se sua suspeita pode ser verdadeira. Foi a voz, não foi, senador? O rosto mudou muito, mas a voz é como você lembrava, não?

- Do que você está falando, Martin?

- Venha aqui, Tarith. - Eu estava até então em pé, a faca envenenada por nanos ainda em minha mão - venha aqui, sente-se ao meu lado e me beije.

Era uma ordem, e eu obedeci.

- O veneno é de ação lenta por uma razão. Nada poderia salvá-lo agora, sua morte é certa, mas eu fazia questão que ele vivesse o suficiente para saber quem o matou.

- Você queria que ele soubesse que morreu por ter massacrado minha família.

Martin riu. Então acariciou meu rosto com sua mão, e eu soube que nunca poderia sentir algo tão forte quanto o amor que sentia por ele. Ele se virou para continuar falando com o senador. O veneno provavelmente terminaria de matá-lo em mais alguns minutos.

- Já tem certeza, senador, ou ainda está com alguma dúvida? O que acha de sua doce filha, agora? Ela continua sendo tão maravilhosa, tão humana, que não há mais espaço para mim em sua família?

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