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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Vingança de Martin 8/9 - Capítulo VII

Capítulo VII - Tempo Presente

O vômito estava em minhas roupas, nos braços, e principalmente no piso a centímetros do meu rosto. Eu estava de quatro, joelhos e mãos no chão. Meu estômago continuava tentando expulsar alguma coisa, mas já estava vazio.

"Nanodrogas interferem em seu cérebro. Elas são a forma perfeita de escravizar alguém".

Eu tentei pelo menos levantar a cabeça, e tudo começou a girar.

"Alguns traidores fazem terapias gênicas para se tornar humanos"

A faca ainda estava em minha mão, a ponta também suja de vômito. Quanto tempo? menos de um minuto, menos de um minuto que meu mundo acabou.

"Em pouco tempo, seus pensamentos não são mais seus"

Eu virei o rosto. Martin sorria, a dois passos de mim.

"fico feliz por ter estas memórias apagadas"

Ele me olhava, os lábios agora roxos, a morte finalmente conquistando seu sistema interno de vida. Ele. O assassino. O senador.

Meu pai?

"ele sussurrava em meu ouvido para ficar quieta, até que os humanos perdessem minha pista".

Eu fechei os olhos e tentei me lembrar de minha irmã, mas só existia uma única cena dela em minha recordação, uma cena de um corpo de criança. Meu irmão? Apenas uma fala, um voz dizendo que os Gen foram criados para ser escravos.

E então uma imensidão de imagens desabou sobre mim.

Meu pai, segurando minha mão, me dizendo que iríamos em uma aldeia, tentar convencer os habitantes a sair de uma zona radioativa, na qual foram levados depois de serem libertados de uma mina. Uma mão tapando minha boca, enquanto eu tentava desesperadamente me soltar e gritar, vendo os seguranças se afastarem, procurando por mim na direção errada.

Eu vomito bile.

- Ele morreu. Venha, vamos para casa, vai ficar tudo bem.

Ele se aproximou, e tocou com a mão em meu ombro. Por um instante, tudo pareceu desaparecer, toda a confusão, e uma sensação de amor, de paz, percorreu todo meu corpo. Martin estava me tocando, e tudo ficaria bem.

Eu me virei, a faca acompanhando minha mão, a ponta se cravando em seu abdomem.

Seu punho acertou meu rosto. Eu caí, o rosto se chocando com o chão, os olhos fechados.

Eu matei Martin, eu matei Martin. Meu pai estava morto, morto por mim, e tudo que parecia ecoar em minha cabeça era o nome de Martin.

- Não se preocupe, querida - a voz dele, tranquila - achei que você não reagiria assim, mas por via das dúvidas, os nanos da faca estão ajustados apenas para humanos. Como eu disse, tudo vai ficar bem.

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