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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Vingança de Martin 4/9 - Capítulo III

Capítulo III - 2 Anos Atrás

- Nós aprendemos a vê-los como fortes, como superiores. - no centro do auditório, um holograma de um homem. A voz de Martin cativante, dominadora. - Olhem para o ser humano. Conheçam o inimigo, estudem-no. Quanto mais o conhecerem, mais vão descobrir que sua pretensa superioridade é uma fraude. Nós somos mais fortes, mais inteligentes, mais obstinados.

Todos o ouvem extasiados. Como poderia ser diferente? A voz de Martin era indescritivel, seu carisma contagiante. Ele era um líder nato, e eu o amava desde a primeira vez que o vi. Só me faltava a coragem de revelar para ele.

- Ele é incrível, não. - Eu disse para Nary, que estava ao meu lado. Ela sempre me acompanhava, desde que saí do hospital. Eu ainda tinha tonturas, momentos em que não sabia quem era, onde estava, mas eram cada vez mais raros. "Os nanos já sairam completamente de seu organismo", os médicos disseram, "mas levará um tempo até sua estrutura neural estabilizar".

- Claro - Nary respondeu sem demonstrar grande emoção. Ela parecia não se deixar nunca contagiar pela emoção - Incrível.

Martin, por sua vez, falava com uma voz cada vez mais emocionada.

- Quando atacado em diversas frentes, o ser humano foge. Lembrem-se, enquanto nossos antepassados eram leões, tigres, os antepassados dos humanos eram macacos. Nós nascemos para ser predadores, eles para ser presas. Sermos escravos e eles feitores é uma inversão da ordem natural das coisas.

As palavras de Martin eram um choque para muitos, e este era o objetivo. Tirá-los de sua letargia, mostrar que podíamos lutar, que podíamos ser livres.

- O dia de nossa vitória está cada vez mais perto. Mais e mais humanos deixam nosso mundo. Cada ação de guerrilha, cada ato de resistência aumenta o custo de manterem sua força de ocupação.

- Mas existe um risco - Martin continuou, a platéia atenta a cada palavra - os colaboradores, os traidores entre nós. Aqueles que acreditam nas mentiras do ser humano, que acreditam que querem a paz, que querem se redimir pelos anos de escravidão. Eles esquecem quantas vezes já nos deixamos enganar.

Ao final da reunião, inúmeros anciões vem prestar homenagem a Martin. Ele é o lider escolhido, o nosso salvador, e eles reconhecem isto. Somente depois que todos vão embora, ele vem na minha direção.

- E como está minha pequena Tarith? - ainda não conseguia acreditar que ele gastava tempo comigo. - Já está melhor?

Eu concordei com a cabeça, emocionada demais para dizer qualquer coisa. Ele disse que desta vez ficaria em Norylsk por alguns dias, antes de partir novamente para o interior, e que gostaria de passar um tempo comigo.

Eu não podia acreditar, meu coração acelerado. Martin, nosso lider, quase uma lenda, queria passar um tempo comigo.

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