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sábado, 14 de abril de 2012

O Último Rei Orco IV

- Minha amada Lith, seu sacrifício foi em vão. - Ao entardecer do sétimo dia, caindo de joelhos no chão do deserto de pedra, foi a primeira frase do último Rei Orco. Suas forças finalmente se esgotando, a esperança há muito perdida.

Lagrimas escorreram das faces do Rei. Lágrimas que ele não chorou quando atravessou com uma adaga o coração da única mulher que amou, seu sacrifício um dos preços pela audiência com APOL. Lágrimas de agua salgada como o mar, pelo lado direito de seu rosto. De seu olho esquerdo, o olho fechado que um dia pertenceu a um dragão, lágrimas de sangue.

Um Orco nunca implora. Um Rei Orco jamais sequer pede. Ele toma aquilo que deseja, sem nunca se desculpar, nunca se submeter. Mas naquele entardecer, certo que sua raça estava destinada a extinção, vendo que seus sacrifícios seriam em vão - sua mulher, seu olho, sua mão - naquele entardecer, o Rei Orco implorou.

- J-VA, deus de todos os Orcos, eu imploro. Dê-me uma luz, ajude-nos. A palavra de Z-US é a verdade, e em sua palavra não houve espaço para nós. Só vós podeis dar novamente esperança ao seu povo escolhido. Eu imploro.

Uma voz, então, Makel ouviu. Uma voz tão silenciosa que se confundia com o barulho do vento, e ele não saberia dizer se era verdadeira, ou apenas sua imaginação.

- Você arrancou seu olho esquerdo, mas poupou o direito. Tomou a vida de sua mulher, mas não a própria. Bebeu o nectar dos deuses, mas não comeu a ambrosia. Você agora implora por respostas, quando antes aceitou apenas meias verdades pelo seu meio sacrifício.

- J-VA? É você que me fala? Ou minha razão por fim se foi, como há dias meus filhos temem?

O silêncio. Vento soprando.

- J-VA, se é minha vida que queres, ela é sua. Meus olhos, minha alma. Apenas me dê a resposta que salvará meu povo.

Novamente uma voz que parecia a voz do vento, pouco mais que um sussurro no silêncio.

- Para além do deserto de pedra, há um bosque com uma árvore cujo fruto é ambrosia, o alimento dos deuses. Há uma faca feita de pedra, que um dia arrancou o olho do poderoso Wotan. Há um lago cujas águas significam morte e vida. Ouca o que você irá fazer, Último Rei dos Orcos. Ouça como você irá morrer.

E o Último Rei Orco ouviu como seria sua morte. E então se levantou e partiu.

...continua...

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