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segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Último Rei Orco XVI


Não era certo, não era errado. Não era nobre nem justo. Não era uma das histórias que passariam de geração para geração. Não era algo que lhe dava prazer, como vencer um inimigo honrado, ou tomar para si uma mulher cativa.

Mas era necessário. Era a vontade de deus.

A trombeta tocou, pela quinta vez, e, ao redor das muralhas, seis outras a acompanharam.

E a Voz de J-VA, que um dia arrancou seu olho esquerdo para ver com a visão do dragão, e mais tarde arrancou o direito, antes de renascer, lembrou o dia que, com sua faca, tomou a vida de sua mulher, Lith. Ele disse para si mesmo que nada do que já fez foi pior, mas com isto não se sentiu melhor.

Seu primeiro presente para Goldemar, o Rei dos Primeiros Homens, já havia sido entregue, deixado à frente dos portões da cidade humana. O segundo presente era o som das trombetas, que fariam os muros da cidade ruir.

O terceiro seria sua espada, dando uma morte digna ao Rei, e encerrando seu sofrimento.

Com este pensamento, com a certeza que em breve toda dor teria fim, a Voz de J-VA segurou o pescoço de sua trombeta, enquanto se preparava para tocá-la uma vez mais.

Não era certo. Não era justo.

Mas era necessário.

E a Voz de J-VA aproximou a pequena mão humana, os quatro dedos já enegrecidos, uma vez mais da chama.

E sua trombeta gritou pela sexta vez.

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