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terça-feira, 22 de maio de 2012

O Último Rei Orco XVIII

- Você está me ameaçando, Hodekin? Está apontando uma flecha para o coração de seu Rei? - O salão era iluminado apenas pela tocha nas mãos de Goldemar. Além dele, apenas Hodekin estava ali, parado, o arco e uma flecha em suas mãos. Um tapete, no chão, a única decoração do salão.

Hodekin nada disse enquanto o Rei se aproximava, até este estar no centro do tapete, talvez dez passos distante do sacerdote.

- Nem mais um passo, meu Rei. Podemos conversar desta distância. Aproxime-se mais e terei que soltar minha flecha - a voz de Hodekin quase esganiçada, revelando seu nervosismo.

- E por que está apontando uma flecha para seu Rei, sacerdote?

- Responda-me por que está aqui, meu Rei, por que veio me procurar, que eu lhe direi por que o espero com uma flecha apontada para seu coração.

- Eu estou aqui por que Jasmiri, virgem de seu templo, revelou a verdade sobre o que as outras duas lhe disseram, sacerdote - a voz do Rei com raiva contida, a mão direita segurando com ainda mais força sua espada

- E eu estou apontando a flecha para seu coração por que o que Jasmiri, a última das virgens, disse, quando falou com a voz de JUS PATER, é que virias para me matar, meu Rei.

- E o que vai acontecer, então, sacerdote? Vai disparar sua flecha? Não preciso de mais luz que a de minha tocha para saber que sua mão esta tremendo. Dispare sua flecha, e juro que arranco sua cabeça.

- Sou o sacerdote de JUS PATER. Tudo que fiz, foi pelas ordens de nosso deus.

- Mentira.

- JUS PATER ordenou que sua visão e sua voz fossem usadas para enfrentar o Rei dos Orcos. As duas virgens assim ordenaram.

- Mas não com meus filhos. Isto foi sua covardia que ordenou. Você deveria estar lá fora. Você que deveria morrer no lugar deles!

- Morrer? Ninguém vai morrer! Eles foram enviados para vencer o Rei Orco, e em breve voltarão. O menino estará cego, mas esta é uma dádiva de JUS PATER, e eu garanto que ele terá um lugar de honra no templo, será um herói e cuidaremos dele por toda sua vida.

E o Rei começou a rir. Um riso histérico que se transformou em choro. E então ele falou - Ele já voltou. Os Orcos deixaram sua cabeça aos pés do portão da cidade - e começou a avançar, a espada apontado para Hodekin, certo de que uma simples flecha não o deteria.

E então o chão desapareceu sob seus pés.

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